Meu jeitinho cacto de ser

Sabe como você sabe que você mudou? 

Naquele momento em que você consegue não fazer uma coisa qualquer que você está acostumado a fazer, tipo um hábito.

Eu sou uma pessoa muito impossiva. Boca nervosa, minha boca é tão rapida que age mais rápido do que meu cérebro, acredita? É automático! É tipo: bateu levou na mesma hora.

Mas essa semana eu fiquei extremamente surpreendida comigo. Uma pessoa me deu uma resposta atravessada e eu simplesmente calei e chorei. Tipo, anhhhhhh, como assim?

Mas a verdade é que eu não senti vontade de ser agressiva com a pessoa o que seria normal no mei comportamento, eu não sou boa de porrada, mas minha língua é felina e tem veneno de cobra.

À um tempo eu venho tentando mudar, não pelos outros, por mim mesma. Cansei de me defender dessa forma. Cansei de vingança, cansei de ser assim. Mas não é nada fácil, é quase impossivel mudar um hábito.

É um trabalho árduo, de muita leitura, estudo, renúncia, horas de meditação e mindfulness. Poderia dizer que é engolir uma faca. Sim as facas que quase saem mas quando chega na língua ela da meia volta. E doi! Doi muito, porque é se autoflagelar, sim. Parar o ego doi.

Três anos meus caros. À três anos eu venho tentando fazer uma reforma íntima. Acho que estou no caminho, depois de três anos minha primeira Vitória. É, Vitória com letra maiúscula porque a primeira vez a gente nunca esquece né mesmo minha gente?

Então se você está assim como eu, tentando mudar seu “jeitinho cacto” de ser, persista e não desista, rsrsrs um dia a gente chega lá!

Imagem psici.online

Em espera

Já estamos no mês de agosto, e com certeza você acabou de pensar:

OMG!!! Jura? Mas, o que eu fiz mesmo nesse ano? Já estamos em agosto mesmo? Eu nem vi o tempo passar!

Esse ano está sendo bom pra mim, eu melhorei muito, uns 10% com certeza, rsrs.

Sabe aquela frase famosa de Santo Agostinho, “conhece-ti a ti mesmo”??? É isso que tenho feito. E nos conhecer é o princípio da nossa vida.

Saber o que quero, pelo que luto, o que posso deixar para trás, o que ainda aguento carregar e por quanto tempo suporto posso carregar. Seja o que for, um projeto, um sonho, uma meta, uma pessoa.

Quando refletimos sobre nossas escolhas, se estamos acertando ou errando conosco ou com os outros. Vemos com mais clareza se percorremos no caminho certo.

As vezes, precisamos parar, respirar, refletir um pouco. Só assim, saindo do piloto automático, podemos vê a vida de um ângulo diferente do habitual.

Esse ano fiz algumas mudanças na minha caminhada. Fiz uma limpeza na mente e no coração. Deixei algumas coisa para trás, pois já não eram compatível com meu eu atual, outras eu agreguei. Deixei de me importar muito com uns, passei a me importar com outros. E principalmente, deixei de me importar.

Não que eu tenha ficado com o coração de gelo, não é isso. Mas quando deixamos de nos importar com a opinião alheia, passamos a olhar mais para nós mesmo, damos valor a nossa própria opinião; o que sentimos e o que queremos vira prioridade.

Sinceramente, deve ser isso que no fundo queremos;  Ser. 

Ser nós mesmos.

Ser nossas escolhas.

Ser nossa opinião.

Ser mais, e estar menos.

O SER é eterno, o ESTAR é passageiro.

Reveja suas metas.


Eu não sou uma princesa

Quantos relacionamentos começam assim?
 Muitas de nós alguma vez na vida já passou por um relacionamento em que demasiadas expectatvas cairam sobre nossos ombros.   
Ser a namorada cheirosa, cabelo impecável, a dona de casa organizada, a esposa sexy, a expert em etiqueta, o rosto perfeito para postar aquela foto e ter muuuitas curtidas, a nora que mamãe sonhou. Affff, existe isso, a princesa real???

Muitas conseguiram, outras aguentaram por um tempo a pressão de ser perfeita, mas outras, como eu, não nasceram para ser princesa.
 
Nos contos de fada eu nunca quis ser a princesa, nas novelas eu nunca quis ser a mocinha, frágil e indefesa. Pelo contrário, sempre me identifiquei com a vilã, hahahaha.

Outro dia me disseram: Você é muito frágil!. Hannn? Frágil eu???

Eu odiei ter ouvido isso! Eu não sou frágil! Por muitos motivos, que quem lê meu blog sabe. Até hoje eu fico com raiva quando lembro disso.

Porque acham que eu sou frágil, deve ser por minha aparência física por eu ser bem magrinha. E isso é motivo?

Eu não sou frágil, eu não sou princesa. Pelo contrário, eu já passei por tanta coisa nessa vida que se eu fosse frágil estaria sei lá onde, morta talvez.

Eu não sou delicada, eu falo alto, eu sorrio de boca aberta e alto, eu não sou vaidosa, não sei sentar de pernas cruzadas, bato palma enquanto falo, sou destrambelhada e desmomoriada, nada de princesa.

Se eu fosse uma princesa eu queria ser a Princesa Dayana. Ícone de princesa pra mim. 

As princesas dos contos de fada estão sempre a espera do principe encantado para salva-las, beija-las e serem felizes para sempre.

Isso está tão ultrapassado que as novas versões dos contos de fadas são o oposto. Bem mais perto da realidade atual.

As vezes me sinto deslocada no meio em que vivo, as vezes eu penso: Meu Deus, será que todos estão certos e eu que sou a rebelde? Chego a pensar que estou no lugar errado, com as pessoas erradas, na época errada, sei lá, está tudo errado, vou pirar!

A minha coroa, é a minha vida em minhas mãos.

A minha coroa é a liberdade de escolher o que é melhor pra mim.

Vou fugir para Nárnia.

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